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quinta-feira, 24 de maio de 2012

postheadericon Resenha: Delírio por Lauren Oliver


Delírio
Lauren Oliver


Editora: Intrínseca 
ISBN: 9788580571646
Categoria: YA / Distopia
Edição: 1ª Ed. 2012
Número de páginas: 352

Sinopse: Muito tempo atrás, não se sabia que o amor é a pior de todas as doenças. Uma vez instalado na corrente sanguínea, não há como contê-lo. Agora a realidade é outra. A ciência já é capaz de erradicá-lo, e o governo obriga que todos os cidadãos sejam curados ao completar dezoito anos. Lena Haloway está entre os jovens que esperam ansiosamente esse dia. Viver sem a doença é viver sem dor: sem arrebatamento, sem euforia, com tranquilidade e segurança. Depois de curada, ela será encaminhada pelo governo para uma faculdade e um marido lhe será designado. Ela nunca mais precisará se preocupar com o passado que assombra sua família. Lena tem plena confiança de que as imposições das autoridades, como a intervenção cirúrgica, o toque de recolher e as patrulhas-surpresa pela cidade, existem para proteger as pessoas. Faltando apenas algumas semanas para o tratamento, porém, o impensado acontece: Lena se apaixona. Os sintomas são bastante conhecidos, não há como se enganar — mas, depois de experimentá-los, ela ainda escolheria a cura?

Ouvi muitas vezes que quando eu fosse curada do amor ficaria feliz e em segurança para sempre.Eu acreditava nisso. Antes. Agora tudo mudou, e posso dizer que hoje prefiro sofrer de amor por um único milésimo de segundo a viver cem anos reprimida por uma mentira

Olá, caros leitores!! Eu li esse livro há alguns dias e imaginei que gostaria dele tanto quanto gostei de Antes que eu vá. Tinha depositado muitas expectativas com relação a história, pois sabia que se tratava de uma distopia sobre os perigos do amor para a sociedade e fiquei muito curiosa para conferir como os personagens iriam lidar com a falta de um sentimento tão inerente a condição humana. A narrativa da Lauren é bem poética e envolvente, mas achei a leitura cansativa nas 100 primeiras páginas do livro.
Delírio conta a história de Magdalena 'Lena' Halloway, uma adolescente meiga e doce que estava prestes a passar por uma intervenção cirúrgica para ficar imune aos perigos do amor - Delíria Nervosa. Através do Shhh (Suma de Hábitos, Higiene e Harmonia), foi listado uma série de sintomas da "doença", além da importância da intervenção para o bem-estar da população americana. Para o governo, o Delíria afetava a mente, impedia as pessoas de pensar com clareza e tomar decisões racionais, levando-os a mais completa loucura.
A mãe dela foi uma das vítimas do Delíria e por pouco a sua irmã também não teve um fim trágico e levava uma vida normal, apesar da atitude de distanciamento e indiferença no trato com as pessoas. Lena morava com a tia Carol, o marido e suas duas netas, todos eles sempre falavam sobre os benefícios da cura para a melhoria da qualidade de vida dos moradores de Portland. Ela, a princípio, realmente contava os dias para completar dezoito anos e passar assim pela intervenção e quem sabe não chegaria a ser infectada pelo Delíria, mas sua amiga Hanna, ao contrário, não conseguia refrear seus anseios em buscar novas sensações e experimentar coisas novas. Desta forma, a curiosidade as levou a sair do perímetro urbano e conferiram a animação dos jovens em uma festa agitada e com muita música. Se os Reguladores vissem os meninos e as meninas tão próximos conversando, dançando e se divertindo, certamente os levariam presos e seriam acusados de perturbar a ordem pública. Lena e Hanna tinham visões bem diferentes a respeito da sociedade em que viviam, a primeira parecia conformada e satisfeita com um sistema tão rígido imposto pelo governo, já a outra, ao contrário, queria ter mais liberdade de escolha e mostrava descontentamento por ver que seu destino já foi traçado à sua revelia, pois logo seria emparelhada com um rapaz que seria escolhido para ser seu companheiro pelo resto de sua vida. Ambas entraram em conflito e percebi que a amizade ficou enfraquecida ao longo da história.
Quando os caminhos de Lena se cruzaram com os de Alex, ficou cada vez mais difícil aceitar que não poderia levar adiante seus sentimentos por ele e parecia que o dia da intervenção estava se aproximando cada vez rápido. Logo, ela começou a se dar conta de que estava desenvolvendo os sintomas do Delíria: batimentos cardíacos acelerados, ansiedade, dificuldade de concentração, insônia, entre outros. Alex lhe mostrou uma nova perspectiva sobre o amor, além do seu desejo em mudar a ordem estabelecida. O leitor passa a acompanhar a evolução desse convívio proibido e Lena aos poucos deixa de ser submissa e resistente à mudanças. Entretanto, como os dois conseguiriam enfrentar os obstáculos para viver esse grande amor? Só lendo o livro mesmo para descobrir!! rs
Durante a leitura de Delírio, não pude deixar de associá-lo a outro livro distópico que eu li anteriormente: Destino.  Existia o toque de recolher para manter a ordem e a segurança que deveria ser seguido à risca, havia um critério pré-estabelecido na escolha dos casais, após a intervenção e que tirava o direito de escolha do indivíduo. O livro tem uma premissa interessante em relação a abordagem do amor visto como uma doença e que poderia levar as pessoas a cometerem loucuras, sem falar no sofrimento causado por um coração partido, por exemplo. Entretanto, eu notei muitas semelhanças em relação a alguns livros recentes de Distopia para o jovem adulto e como eu disse no Twitter: Estou começando a achar que os livros distópicos estão convergendo para uma mesma fórmula, exatamente como ocorreu com livros Sobrenaturais. Esse, por si só já se caracteriza como um fator negativo e queria ler livros de distopia onde os personagens arregacem as mangas para mudar o estado atual das coisas e passem a pensar mais no coletivo, sabe? Acho que está mais do que na hora de começar a ler os clássicos do gênero como 1984, Laranja Mecânica, Admirável Mundo NovoFahrenheit 451, entre tantos outros que algumas blogueiras gentilmente me indicaram. Eu só assisti Laranja Mecânica, um filme realmente complexo e que mexe com nossas emoções, mas será imprescindível ler esse livro algum dia.
Eu particularmente gosto do estilo de escrita da autora, mas achei que ela foi bem mais poética e profunda no livro Antes que eu vá em relação a Delírio. Foi a impressão que me passou desde o início da leitura. A personagem Lena teve uma postura de alheamento e passividade no início, mas aos poucos passou a ter atitudes que foram desaprovadas pela sua família e isso me agradou, mas na minha opinião a melhor amiga dela "roubou" a cena a todo o momento. Pena que a protagonista não soube dar o devido valor a amizade e confiança que Hanna sempre fez questão de preservar...
O final foi corrido, eu particularmente tive a sensação de que o mesmo não fez jus a evolução em si da história e ficou muitas pontas soltas, mesmo para um livro de estreia da trilogia. É esperar para ver qual será o rumo dos acontecimentos em Pandemônio.
Não sei ainda se pretendo acompanhar os demais livros da série, mas tenho esperanças sinceramente de que a continuação supere as minhas expectativas. 
Espero que tenham gostado da resenha e fiquem à vontade para comentar e expressar a opinião de vocês a respeito do livro!!






Até à Próxima!!

   

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