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quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

postheadericon Resenha: A Sombra da Serpente por Rick Riordan


A Sombra da Serpente
Rick Riordan

Editora: Intrínseca 
ISBN: 9788580572018
Categoria: Fantasia / Infanto Juvenil
Edição: 1ª Ed. 2012
Número de páginas: 350



Sinopse: Sadie e Carter são importantes descendentes da Casa da Vida, uma sociedade secreta de magia estabelecida no Egito ainda no tempo dos faraós. Os irmãos sabem que sua herança ancestral lhes reserva um importante papel: seus poderes são fundamentais para a restauração do Maat, a ordem do universo. Mas, uma vez instalado, o Caos é imprevisível, incalculável e incontrolável, e agora que Apófis está livre os Kane têm somente três dias para evitar que a serpente destrua o planeta. Como se isso não bastasse, a sorte deles parece só piorar.Os magos estão divididos. Alguns deuses egípcios estão enfraquecendo e, um a um, começam a desaparecer. Walt, um dos mais talentosos combatentes da Casa do Brooklyn, foi amaldiçoado, e sua energia vital está se esvaindo. Zia agora é responsável por Rá, o deus sol, que está completamente senil e não será de grande ajuda. Sadie e Carter, ao lado de alguns jovens magos e uns poucos aprendizes, são os únicos dispostos a enfrentar a serpente e salvar o mundo.


“Quanto a você que está ouvindo esta gravação: nunca estaremos ocupados demais para novos iniciados. Se você tem o sangue dos faraós, o que está esperando? Não desperdice sua magia. As portas da Casa do Brooklyn estão abertas.”

ESTA RESENHA PODE CONTER SPOILERS PARA QUEM AINDA NÃO LEU A Pirâmide Vermelha e O Trono de Fogo


Olá, caros leitores!! A resenha de hoje é sobre o último volume da série As Crônicas dos Kane, sem dúvida o livro mais surpreendente e que ao mesmo tempo deixou nos leitores a dúvida se haverá ou não um quinto livro ? para o deleite dos fãs do tio Rick. Não sei obviamente o que ele está aprontando, mas ficarei feliz se tiver a oportunidade de continuar acompanhando mais aventuras dos irmãos Kane pelo mundo afora (eu disse mesmo isso?!?) Certo, posso abrir uma exceção nesse caso específico, já que não curto séries de livros longas e acho que uma Trilogia já está de bom tamanho. Gosto de dizer que o final deste livro foi mesmo apoteótico e superou as minhas expectativas!!

Em A Sombra da Serpente, a história já começa com os irmãos Kane numa arriscada missão no Museu de Arte de Dallas para impedir que mais um importante artefato seja destruído pelos servos de Apófis na exposição de Tut. Basicamente, as cópias dos papiros destruídas continham informações sobre como derrotá-lo e por isso só um deles havia restado, o que poderia ser a única chance de impedir que o mundo fosse tragado pelo mar de caos. Se todos pensavam que ao derrotarem Set no segundo livro, a ordem no Maat seria restabelecida, não contavam com a ascensão de um deus do mal ainda mais poderoso capaz de destruir o mundo no Equinócio de Outono. Infelizmente, não puderam impedir que O Livro para derrotar Apófis, escrito pelo mago Setne fosse reduzido a cinzas. Entretanto, ainda havia a possibilidade de recorrer a Tot e quem sabe assim conseguir o conhecimento necessário para bani-lo de uma vez por todas. 

Eles só não esperavam se deparar com tantos obstáculos pelo caminho, fora o fato de descobrirem que os magos estavam divididos, os deuses se enfraqueciam e só poderiam dispor da ajuda de alguns jovens magos aprendizes  nos três dias que antecediam o equinócio. A jornada se mostraria muito mais árdua e repleta de obstáculos. 

A narrativa segue o curso do livro anterior, com os capítulos sendo narrados de forma intercalada entre a visão de Sadie e Carter sobre os rumos dos acontecimentos da história. Alguns velhos conhecidos dos leitores reapareceram neste livro e novos personagens surgiram para tornar a história ainda mais dinâmica e eletrizante. Kane. Sadie e Carter aprenderam muitas coisas desde que travaram a batalha contra Set na Pirâmide Vermelha, mas o mais importante foi perceber a evolução deles na história e a surpreendente revelação sobre a verdadeira missão de Zia e também sobre os mistérios envolvendo a maldição de Walt, que parecia consumir a energia vital dele cada vez mais. 

Rick Riordan desenvolveu brilhantemente o ápice da série e proporcionou aos leitores momentos de pura emoção e muita adrenalina a cada página. Recomendo a todos os leitores que gostam de História e mais ainda por mesclar com a ficção, o que torna tudo ainda mais divertido e cativante. 

Espero também que tenham gostado da resenha, e fiquem à vontade para comentar e expressar a opinião de vocês a respeito do livro!!




Até a próxima!! 




segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

postheadericon Resenha: Belo Desastre por Jamie Mcguire


Belo Desastre
Autor: Jamie Mcguire

Nº de páginas: 392

Ano Edição: 2012
ISBN: 9788576861911

Editora: Verus  


A nova Abby Abernathy é uma boa garota. Ela não bebe nem fala palavrão, e tem a quantidade apropriada de cardigãs no guarda-roupa. Abby acredita que seu passado sombrio está bem distante, mas, quando se muda para uma nova cidade com America, sua melhor amiga, para cursar a faculdade, seu recomeço é rapidamente ameaçado pelo bad boy da universidade. Travis Maddox, com seu abdômen definido e seus braços tatuados, é exatamente o que Abby precisa – e deseja – evitar. Ele passa as noites ganhando dinheiro em um clube da luta e os dias seduzindo as garotas da faculdade. Intrigado com a resistência de Abby ao seu charme, Travis a atrai com uma aposta. Se ele perder, terá que ficar sem sexo por um mês. Se ela perder, deverá morar no apartamento de Travis pelo mesmo período. Qualquer que seja o resultado da aposta, Travis nem imagina que finalmente encontrou uma adversária à altura. 


"Sabe por que eu te quero? Eu não sabia que estava perdido até que você me encontrou. Não sabia que  estava sozinho até a primeira noite em que passei na minha cama sem você. Você é a única coisa certa na minha vida[...]."Página 241


Sinopse mais pretensiosa essa, hein? Quero saber qual a página que mostra a Abby recatada que não bebe e fala palavrão porque sinceramente essa deve ser outra Abby Abernathy que não me apresentaram ainda. 

Eu li Belo Desastre pelo celular em poucos dias e realmente preciso reconhecer que o livro é mesmo viciante. Claro, continuo achando que algumas semelhanças entre Química Perfeita e ele podem não ter sido mera coincidência, mas cada um tem as suas particularidades também. 

O Travis é um rapaz muito volátil e ao longo da história apresenta atitudes contraditórias. No início, ele mostrou ser muito cuidadoso e controlado, então comecei a achar que a sinopse do livro era tendenciosa demais, provavelmente para formar uma imagem de bod boy que aparentemente não existia para mim nessa primeira fase do livro. A fase seguinte da personalidade volátil de Travis se revela quando começa a namorar a Abby, que como era de se esperar, demora um pouco para ceder ao charme dele. Até compreendo o receio dela em se envolver com um cara que só pensa em sexo casual e relacionamento a curto prazo. Entretanto, ele toma certas atitudes que mostram o seu o esforço em ser fiel e mudar seus antigos hábitos nada politicamente corretos. Nessa fase, ele já age exatamente como havia imaginado no post que fiz chamado "Vero" Semelhança entre Livros #1 com seus acessos de fúria quando algum cara se aproximava de Abby para flertá-la e dando sinais de que passou a sofrer de transtorno obsessivo-compulsivo. Por causa dos altos e baixos da relação, Abby decidiu se afastar e passou a sair com outro cara da Universidade Eastern. 

O Travis é um anti-herói e gosto de personagens assim, mas a questão do ciúmes doentio dele, suas constantes aparições nada casuais em todos os lugares que a Abby e América estavam francamente foram forçadas na minha opinião. Inclusive, a própria Abby revelava-se uma pessoa madura em determinados momentos e imatura em outras ocasiões, o que fez com que as opiniões dos leitores ficassem divididas. É o tipo de livro que divide opiniões mesmo justamente por ser tão contraditório. Meus sentimentos com relação a leitura passou por vários níveis, de admiração, divertimento, passando por indiferença e frustração à partir da metade do livro até o final. Até mesmo o motivo pelo qual a Abby saiu de Wichita com a sua amiga América, guardando um segredo a sete chaves, foi como um balde de água fria. Achava que a razão fosse complexa e realmente delicada para motivá-la a deixar tudo para trás, mas não foi algo inédito e surpreendente na minha opinião.

Continuo achando que não houve nenhuma mudança significativa no modo de vida dos personagens e muito menos o seu crescimento, no sentido de abandonar vícios e buscar uma nova postura em suas vidas, mas estou curiosa para ler a continuação sob o ponto de vista de Travis "Cachorror Louco" Maddox. Acho que a convivência diária com o casal América/Shepley poderia proporcionar um exemplo para Abby e Travis no final das contas.

Belo Desastre é um livro que trata da relação passional entre os seus personagens e o irracional faz acionar o alarme  para a seguinte reflexão: Vale a pena se envolver num relacionamento conturbado, um caso de 'amor' tão turbulento e arriscado? Até que ponto a gente pode esperar uma mudança que proporcione uma relação saudável entre duas pessoas com personalidades tão distintas?

Está muito longe de entrar na lista dos meus preferidos, mas gostei do livro. A leitura fluiu e autora soube bem prender bastante a atenção do leitor, portanto isso explicaria em parte o estrondoso sucesso do livro na blogosfera literária. Sem contar, é claro, com a existência de um protagonista masculino sexy e arrebatador de corações, fórmula infalível diga-se de passagem. Sucesso garantido!

Espero que tenham gostado da 1ª resenha do ano e fiquem à vontade para comentar e expressar a opinião de vocês a respeito do livro!! 

Até à Próxima!! 






segunda-feira, 1 de outubro de 2012

postheadericon Resenha: Private por James Patterson


Private
James Patterson

Editora: Arqueiro
ISBN:   9788580410532
Categoria: Policial
Edição: 1ª Ed. 2012
Número de páginas: 224
Onde comprar: Submarino | Saraiva

Sinopse: Jack Morgan é dono da Private, a melhor agência de investigações que existe, com escritórios em vários cantos do planeta. É a ele que os homens e as mulheres mais influentes do mundo recorrem quando precisam de total eficiência e máxima discrição. A agência é o único recurso quando a polícia não pode fazer mais nada. Enquanto Jack e sua equipe investigam o assassinato de 13 garotas, surgem dois outros casos, bem mais pessoais. Fred, tio de Jack, procura-o pedindo ajuda com um escândalo financeiro que pode destruir a liga profissional de futebol americano. E a esposa do melhor amigo de Jack, Andy Cushman, é encontrada morta. Com a Private, nenhum caso fica sem solução. Os três mistérios parecem insolúveis, mas Jack conta com os melhores investigadores e com o que há de mais avançado em tecnologia – recursos que, muitas vezes, não estão à disposição da polícia. Além disso, a agência não responde a instituições oficiais, portanto, nem sempre precisa jogar de acordo com as regras.


Senti o chão se mover sob meus pés, mas sabia que Andy precisava que eu pensasse por nós dois. Manter a cabeça fria em casos de emergência, essa devia ser minha principal característica profissional. Eu era Jack Morgan, certo? Pág. 17

Olá, caros leitores!! A resenha de hoje é sobre mais um livro de suspense do aclamado autor James Patterson. Trata-se do livro Private, de James Patterson, com a colaboração de Maxine Paetro. A leitura deste livro foi bem prazerosa e rápida, um thriller envolvente e repleto de suspense até a última página.
Apesar de o autor lançar quase 15 livros ao ano, nós sabemos que alguns deles foram escrito com a co-autoria de Maxine, tanto que seu nome ganhou destaque na capa do livro, se ela fosse apenas ghost-writer certamente não seria mencionada nem mesmo no verso das folhas de rosto. Certamente, outros autores deveriam ter essa iniciativa de dar créditos pela autoria de seus livros, pois muitas vezes escreveram com a colaboração de outra pessoa. Acho que alguns de vocês devem estar sabendo que a escritora Aubrey Clark é a autora oficial da série Círculo Secreto e não mais L. J. Smith. Os três primeiros  volumes levam só o nome da Smith, mas os três últimos livros da série já possuem o nome da Aubrey na capa. Um detalhe: Mal dá para ler o nome dela nas capas americanas, uma vez que a editora decidiu manter o nome da Lisa, recebendo um grande destaque, em detrimento do nome da outra autora. Polêmicas a parte, poderei falar melhor a respeito num futuro post, pois não posso sair do foco. rs

Private conta a história de Jack Morgan, um ex-combatente da guerra no Afeganistão, que vivia assombrado por pesadelos constantes dos momentos sofridos enfrentados no campo de batalha. Após a morte do seu pai, um homem que enriqueceu de modo ilícito, Jack resolveu assumir o comando da Private, uma agência de investigações espalhada pelas principais cidades do mundo, como Nova York, Paris e Londres.

A agência contava com um time de profissionais altamente qualificados que atuavam no ramo da investigação, possuindo equipamentos de tecnologia de última geração, dignos da série CSI, para resolver os mais intrincados crimes. A psiquiatra Justine Smith, o ex-fuzileiro naval Rick Del Rio, Emilio Cruz e os gênios de laboratório Dr. Sci e Mo-Bot formavam a equipe de investigadores sob o comando de Jack. O livro concentrou a trama na resolução de uma série de assassinatos de colegiais em Los Angeles, um esquema fraudulento em resultados de jogos da NFL - a Liga de futebol americano - , além do responsável pela morte da esposa do melhor amigo de Jack. Esses três casos garantem ao leitor um desfecho surpreendente e a emoção de poder acompanhar a evolução das investigações de cada um deles do início ao fim, sem conseguir largar suas pouco mais de duzentas páginas.  

Justine se dedicou exclusivamente a pegar o serial killer que estava por trás do crime envolvendo garotas bonitas, inteligentes e que tinham um futuro pela frente, mas que tiveram suas vidas abruptamente ceifadas, seus sonhos completamente desfeitos. Dois homens, conhecidos apenas por Morbid e Steemcleena, apelidos usados em sites de fórum de jogos online, atraiam suas vítimas através do envio de mensagens de textos nos seus celulares, se fazendo passar por uma de suas amigas. Assim, marcavam um encontro após dias trocando mensagens, com o intuito de sequestrá-las e envolvê-las numa espécie de jogo, do qual elas nunca sairiam vivas. Eles não deixavam rastros e descobrir a identidade deles ainda era um desafio para Justine. Como ela conseguiria colocar as mãos nos assassinos daquelas jovens? Só lendo mesmo para descobrir.

Jack, por sua vez, estava muito envolvido no caso do assassinato de Shelby Cushman. Seu melhor amigo estava sendo investigado pela polícia e era o principal suspeito, mas ele deu sua palavra que jamais seria capaz de matar a própria esposa. Restava saber todos os detalhes da vida dela, onde trabalhava, as pessoas com quem se relacionava no dia a dia, incluindo o seu passado. Entretanto, logo Jack saberia que não conhecia Shelby tão bem quanto havia imaginado, e nada era o que parceria ser quando se tratava de pessoas brutalmente assassinadas. Ele também estava às voltas com os problemas causados pelo seu irmão gêmeo, que tinha um temperamento explosivo e não media as consequências de seus atos.

Fred, o tio de Jack, lhe procurou pedindo ajuda para solucionar um suposto esquema para manipular o resultado de jogos, favorecendo determinado time e que poderia destruir a liga de futebol americano. Deveria agir rápido, pois esse escândalo afetava os investimentos e comprometia a reputação da liga. Os três casos pareciam sem solução, mas Jack e sua equipe trabalhavam arduamente com total eficiência e muita discrição para pegar os criminosos.

A narrativa é mesmo empolgante e de tirar o fôlego, a história flui super rápido e vale a pena acompanhar esses casos intrigantes investigados pela agência Private. Os personagens foram muito bem construídos, o que torna ainda mais intrigante o fato de eles não parecerem nem um pouco confiáveis, a medida que passamos a analisar seus comportamentos e ações. Garanto que o leitor irá se surpreender e roer as unhas até os momentos finais da história. Recomendo a leitura para todos. Não gostei do fato de a Arqueiro não ter lançado também o primeiro volume dessa série, o livro #1 Suspect. Não sei se eles pretendem lançar também os demais volumes, apesar de terem optado por Private: Missão Jogos Olímpicos. Entretanto, espero que eles publiquem também o livro Confessions of a Murder Suspect. A capa desse livros é linda, vejam só:


  Surtaaaaa! *fangirl*

Espero que tenham gostado da resenha e fiquem à vontade para comentar e expressar a opinião de vocês a respeito do livro!!




Até à Próxima!!

     
quinta-feira, 23 de agosto de 2012

postheadericon Resenha: Irmandade por Robyn Young

Irmandade - Vol. 1 Trilogia da Irmandade
Robyn Young


Editora: Record 
ISBN: 9788501091123
Categoria: Romance Histórico
Tradução:  Francisco Innocêncio
Continua com: Cruzada
Edição: 1ª Ed. 2012
Número de páginas: 600


Sinopse: O jovem Will Campbell é criado para se tornar cavaleiro da ordem mais poderosa de sua época, a Ordem dos Cavaleiros Templários. Will sofre para se adequar à rígida rotina do Templo e tenta entender seu passado, os mistérios que rondam seu mestre e o que sente por Elwen, a linda jovem cujo caminho parece sempre encontrar o seu. Ao mesmo tempo, no Oriente, Baybars torna-se sultão do Egito e comandante do poderoso exército mameluco. Seu maior desejo é eliminar a influência dos invasores francos de sua terra natal. Com ação eletrizante e suspense a cada página, Irmandade é o primeiro volume da Trilogia da Irmandade, que continua com Cruzada e Réquiem. “Uma escrita apurada, repleta de ação e com violência à flor da pele.” - The Times


"Existe apenas um único Deus, e Maomé é seu Mensageiro".





Olá, caros leitores!!
A resenha de hoje, após sei lá quase dois meses sem postar, é sobre o livro Irmandade. O primeiro volume de uma Trilogia, que continuará com Cruzada e Requiém. Eu não sabia desse detalhe, pois do contrário não teria solicitado o livro para resenhar, mas fazer o quê? De qualquer forma, a ressaca literária me contaminou justo quando precisava encarar a leitura de suas 600 páginas. Levei semanas para ler, mas felizmente conclui a leitura de um livro muito instigante e envolvente. Adoro Romance Histórico e Irmandade tem um plot muito bem desenvolvido e com os elementos de ação, suspense e conspirações que tornaram a leitura bem dinâmica e fluída.



Minha reação ao descobrir que se trata de uma Trilogia. cof cof.

Irmandade conta a história do jovem Will Campbell, que cresceu nutrindo uma vontade de se tornar um cavaleiro templário da Ordem dos Cavaleiros Templários, sonho do seu pai James Campbell, que havia seguido para a Terra Santa em uma missão das Cruzadas. Will serviu no Templo de Londres como sargento e Sir. Owen foi instruído a cuidar dele enquanto o pai estivesse no Templo em Acre. Ele conheceu a linda Elwen, sobrinha do mestre Owen e parecia ser o início de uma bela amizade que tinha tudo para evoluir em algo mais quando ambos crescessem. Will passou a conciliar a dura rotina do templo com os treinamentos sobre como manusear uma espada e tentava esquecer os fantasmas do seu passado ao mesmo tempo em que buscava descobrir os segredos que seu mestre escondia na preceptoria. 


O anos passaram e acompanhamos também a história de um poderoso guerreiro mameluco, o ex-escravo Baybars, que tinham enorme potencial para ampliar seu poder ao se tornar o comandante da tropa do sultão do Egito. Ele nutria um profundo desejo de eliminar os invasores francos de sua terra natal e junto ao amigo e conselheiro Omar, armou um golpe e assumiu o trono, planejando expandir os seus domínios e implantar a Jihad para expulsar os invasores em nome de Alá. Baybars era um homem implacável e imprevisível. Ao mesmo tempo em que concedia a liberdade para os inimigos em troca de ouro e escravos, poderia também voltar atrás em sua decisão e exterminar os moradores das vilas ocupadas pelos cristãos de forma impiedosa. 


Enquanto isso, em Londres, o rei Henrique III tentava buscar um acordo com o Templo para o saldo das dívidas acumuladas, mas acabou tendo que ceder as joias da Coroa como garantia na quitação dos débitos. Em pouco tempo, uma comitiva seria formada pela Ordem do Templo para levar as joias com segurança até a preceptoria de Paris. Will foi um dos integrantes dessa comitiva, mas assim que desembarcaram em Paris foram recepcionados por saqueadores mascarados que tentaram roubar a preciosa carga que estava no navio. No confronto, o mestre de Will e alguns outros membros da comitiva não sobreviveram e este precisou se tornar um aprendiz do padre Everard de Troyes na preceptoria da cidade. Will não se conformava em ter completado dezoito anos e constatar o adiamento de sua investidura na Ordem. Ele passou a exercer as mesmas atividades como um mero copista e aprendiz do padre. Entretanto, uma série de acontecimentos inesperados acontecem e Will percebeu a chance que teria para finalmente se sagrar cavaleiro. Everard o coloca em uma incumbência bastante delicada e sigilosa. Ele precisava encontrar o Livro do Graal, que havia sido roubado recentemente e se caísse em mãos erradas poderia ser capaz de destruir a Ordem do Templo. Para convencer Will a colaborar naquela busca, Everard prometeu cuidar dos preparativos para sua investidura. Logo, Will concordou e não mediu esforços para conseguir localizar o precioso objeto. Desconfiado após descobrir as implicações obscuras em torno do misterioso livro, conseguiu arrancar de Everard a confissão de que era membro de uma organização secreta inserida de forma oculta dentro da Ordem do Templo e que era chamada de Anima Templi – “a alma do templo”. Durante a busca eletrizante pelo Livro do Graal com a ajuda de Simon e do próprio padre Everard, Will foi envolvido em uma rede de intrigas e conspirações que o seguiu desde a Europa até a Terra Santa. Will mal poderia imaginar que o seu caminho se cruzaria ao do sultão Baybars e qual seria o resultado disso? Será que o exército de Baybars conseguiria expulsar de vez os europeus? Só lendo mesmo para descobrir. 



A autora soube desenvolver com maestria o período das Cruzadas e os sentimentos conflitantes em lados opostos da frente de batalha. De um lado, o Ocidente, com sua ânsia de expandir seus domínios e impor uma religião em detrimento de outra sobre os povos; e do outro, o Oriente, com seus avanços científicos notáveis e sua bravura na luta pela permanência da Terra Santa sob seus domínios. O que era comum aos dois lados eram o extremismo religioso, a ambição e cobiça nos conflitos durante as Cruzadas. 

Um dos personagens do livro me surpreendeu, mas nem tanto, ao fazer uma confissão reveladora. Imaginem um homem se revelar assim no calor do momento. Fiquei com pena dele e me solidarizei pelo seu amor platônico, mas espero que nos demais volumes ele possa superar sua frustração e o coração partido. hehehe

Preciso dizer alguma coisa?

O livro é narrado em terceira pessoa e há capítulos que se alternam entre a Europa e Reino de Jerusalém, mas notei alguns erros de revisão, como por exemplo o uso do tempo verbal ver no lugar de ir. Não poderia deixar de mencionar, porque ambos os verbos são diferentes e difíceis de se confundir na construção de sentenças. E contei três vezes a ocorrência desse erro no livro. =/

- Meu senhor sultão, vimos (viemos) vesti-lo.
- O propósito é evidente. 

Eu recomendo a leitura para todos. Esses pequenos erros de revisão não comprometeram a leitura em nenhum momento. Espero que tenham gostado da resenha e fiquem à vontade para comentar e expressar a opinião de vocês a respeito do livro!! 
Estou no clima das arábias por causa do livro e decidi colocar uma música para vocês dançarem a egípcia! Se chama Fata Morgana, um sucesso dos anos 80 da banda Dissidenten. 


Até à Próxima.



Dissidenten - Fata Morgana (12 Inch)

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terça-feira, 26 de junho de 2012

postheadericon Resenha Internacional: Fifty Shades of Grey por E. L. James

Fifty Shades of Grey 
E. L. James

Editora: Vintage Books
ISBN: 9780345803481
Publicação: 1° Ed. 2012
Gênero: Romance Erótico
Páginas: 515
Idioma: Inglês
Onde Comprar: Bookdepository 
/ Amazon



Sinopse: Quando Anastasia Steele entrevista o jovem empresário Christian Grey, descobre nele um homem atraente, brilhante e profundamente dominador. Ingênua e inocente, Ana se surpreende ao perceber que, a despeito da enigmática reserva de Grey, está desesperadamente atraída por ele. Incapaz de resistir à beleza discreta, à timidez e ao espírito independente de Ana, Grey admite que também a deseja - mas em seu próprios termos...

"I have rules, and I want you to comply with them. They are for your benefit and for my pleasure. If you follow these rules to my satisfaction, I shall reward you. If you don't, I shall punish you, and you will learn," he whispers. I glance at the rack of canes as he says this."And where does all this fit in?" I wave my hand in the general direction of the room."It's all part of the incentive package. Both reward and punishment."  


Olá, caros leitores!! Trouxe para vocês hoje a resenha mais esperada por alguns leitores do blog, Yeah! A resenha em questão é sobre o livro Fifty Shades of Grey, livro este que será publicado aqui no Brasil no próximo semestre pela editora parceira Intrínseca, com o título Cinquenta Tons de Cinza.

Fifty Shades of Grey conta a história da estudante universitária Anastacia Steele, que vislumbrou uma oportunidade de deixar os pudores da inexperiência de lado quando conheceu o atraente e misterioso empresário Christian Grey. Sua colega de quarto Kate Kavanagh sentiu-se indisposta e pediu para Ana representá-la na Grey Enterprises Holdings, Inc para entrevistar o empresário que era um bilionário filantropista com vínculos com a Universidade onde elas estudavam. Ambos passaram a flertar um com outro, muito embora Ana tivesse se sentido constrangida pela imagem controladora do seu entrevistado. 



O destino pareceu conspirar para que eles se encontrassem "por acaso" mais uma vez, ocasião esta em que se deram conta de que seria difícil fingirem que não se sentiam atraídos um pelo outro, apesar de serem tão diferentes. Aquela velha história já abordada inúmeras vezes em livros de banca - nada contra - em que uma jovem simples e ingênua se envolve com o multimilionário irresistível que não mede esforço para impor suas vontades.
Apesar do aviso curto e grosso de que ele não era o homem ideal para ela, pois não era do tipo de amante à moda antiga, do tipo que manda flores, digamos assim, Ana estava mesmo disposta a se envolver com ele, pelos seus próprios termos, sem reservas. Chris queria protocolar a relação em um contrato com uma série de cláusulas determinando detalhadamente quais seriam os direitos e deveres do ser Dominante e do ser Submissivo. Já devem ter percebido de que lado cada um estava nesse tipo de relacionamento. Trata-se da BDSM (Bondage e Disciplina, Dominação e Submissão, Sadismo e Masoquismo). Segundo o Wikipedia: 

O BDSM tem o intuito de trazer prazer sexual através da troca erótica de poder, que pode ou não envolver dor, submissão, tortura psicológica, cócegas e outros meios. Por padrão, a prática é provocada pelo(a) Dominador(a) e sentida pelo(a) Submisso(a).

Ana nunca havia experimentado algo assim em sua vida e obviamente se viu envolvida naquele jogo de sedução, pelo simples fato de ter curiosidade pelo novo, e também porque estava completamente apaixonada por ele. Ao mesmo tempo em que nutria um certo receio em se machucar física e psicologicamente, havia também uma voz interior - a Inner Goddess - que estava excitada pela perspectiva de vivenciar novas experiências e esse conflito interno possibilitou que a personagem tivesse oscilações de comportamento ao longo do livro.

Inclusive, foi esse fator que proporcionou que ela estabelecesse certos limites visando uma flexibilização dos termos desse contrato. Ana é na minha opinião uma protagonista contraditória, dessas que se comporta de uma maneira submissa em determinados momentos, mas em outros ela demonstra atitude e  espírito de independência. O fato é que ela foi muito esperta e seu jogo de cintura acabou possibilitando uma reviravolta no desfecho final do livro. Estou bem curiosa para ler a continuação e saber quais serão os próximos desdobramentos desse romance nada convencional do casal.

Christian Grey é um homem bem-sucedido, que precocemente nutriu um peculiar gosto erótico em seus relacionamentos com as mulheres que passaram pela sua vida. Atormentado pelo seu próprio demônio interior, ele desenvolveu uma sede incansável pelo poder e controle absoluto, e suas ações estão sempre voltadas a sua satisfação pessoal. Entretanto, ao longo da história, ele assumiu outras facetas que o tornaram um personagem ainda mais perturbador, um mistério a ser desvendado nos próximos livros da Trilogia. Estou curiosa também a respeito da misteriosa mulher que o iniciou nessa vida de BDSM.  

Não vou tecer comparações entre o livro e o plot de Twilight, pois não sou fã da série, nem mesmo fiz questão de ler os livros para ter um opinião formada a respeito. A única coisa que posso dizer é que Fifty Shades foi originado de uma fanfic sobre Bella e Edward, escrito pela autora, e cujo nome era "Master of the Universe". Eu gostei do livro e não o li procurando semelhanças entre eles, até porque ambos abordam temas diferentes e são voltados para públicos bem distintos. O livro é narrado em 1º pessoa, sob o ponto de vista da protagonista, está repleto de frases como Holy Crap, Oh, my, Holy Shit, entre outros que acabei viciando em usar no dia a dia, mas senti falta de um destaque maior para os personagens secundários, como a Kate, melhor amiga de Anastacia, e Elliot, irmão de Christian. Além disso, o que me incomodou na narrativa foi o excesso de formalidade nas conversas entre o casal. Tudo bem no primeiro momento, mas adotar esse tipo de tratamento o livro inteiro, passou a impressão de rigidez e superficialidade. Outra coisa que eu observei, foi que a Anastacia deve ter um sério problema de distúrbio alimentar, pois frequentemente quase não tocava na comida e Christian ficava insistindo para que ela comesse e cuidasse mais da sua saúde. Ela sentia fome sim, mas era por um bom robalo, se é que me entendem. *momento-novela-das-nove*



Sobre as cenas de sexo,  não foram nada diferentes do que a gente já costuma ver nos livros do gênero. Apesar de ter gostado da leitura, ela realmente cumpriu bem com o seu papel de apenas entreter mesmo, mas fiquei bastante incomodada pelo alto teor machista contido na história. No livro, ficou explícito a imagem da mulher como a "dominada" e a do homem como o "dominador", que convenhamos foi um balde de água fria nas conquistas do direito à individualidade feminina ao longo dos anos. Sinceramente, eu ainda não entendi qual foi o estopim para esse sucesso arrebatador da Trilogia no mercado literário americano. Na minha opinião, o sucesso foi proporcionado pelos esforços do Marketing na construção de uma imagem de  “mommy porn", propondo que as mulheres descubram novas formas de apimentar a relação, de quebrar tabus na busca pela satisfação de seus desejos mais profundos. Não fosse isso, teria sido relegado ao ostracismo como muitos outros títulos do gênero.

Se você curte um romance erótico repleto de clichês, sem que busque nada de muito surpreendente ou inovador, eu indico a leitura do livro. Eu favoritei o livro realmente, mais pelo fato de a leitura ter fluído muito bem e ter me deixado instigada pelas oscilações no comportamento do Christian *suspira*, sem levar muito em consideração os aspectos negativos que citei. Pretendo adquirir depois o box com a Trilogia, pois o livro foi emprestado da estante lá do trabalho e quero muito saber como tudo vai terminar. Ainn.
Espero que tenham gostado da resenha e fiquem à vontade para comentar e expressar a opinião de vocês a respeito do livro!!




Podem embalar a leitura de vocês com a música Rent de Pet Shop Boys. A letra tem tudo, ou quase tudo a ver com o livro. Enjoy!

Até à Próxima!! 





Pet Shop Boys - Rent
quinta-feira, 24 de maio de 2012

postheadericon Resenha: Delírio por Lauren Oliver


Delírio
Lauren Oliver


Editora: Intrínseca 
ISBN: 9788580571646
Categoria: YA / Distopia
Edição: 1ª Ed. 2012
Número de páginas: 352

Sinopse: Muito tempo atrás, não se sabia que o amor é a pior de todas as doenças. Uma vez instalado na corrente sanguínea, não há como contê-lo. Agora a realidade é outra. A ciência já é capaz de erradicá-lo, e o governo obriga que todos os cidadãos sejam curados ao completar dezoito anos. Lena Haloway está entre os jovens que esperam ansiosamente esse dia. Viver sem a doença é viver sem dor: sem arrebatamento, sem euforia, com tranquilidade e segurança. Depois de curada, ela será encaminhada pelo governo para uma faculdade e um marido lhe será designado. Ela nunca mais precisará se preocupar com o passado que assombra sua família. Lena tem plena confiança de que as imposições das autoridades, como a intervenção cirúrgica, o toque de recolher e as patrulhas-surpresa pela cidade, existem para proteger as pessoas. Faltando apenas algumas semanas para o tratamento, porém, o impensado acontece: Lena se apaixona. Os sintomas são bastante conhecidos, não há como se enganar — mas, depois de experimentá-los, ela ainda escolheria a cura?

Ouvi muitas vezes que quando eu fosse curada do amor ficaria feliz e em segurança para sempre.Eu acreditava nisso. Antes. Agora tudo mudou, e posso dizer que hoje prefiro sofrer de amor por um único milésimo de segundo a viver cem anos reprimida por uma mentira. 

Olá, caros leitores!! Eu li esse livro há alguns dias e imaginei que gostaria dele tanto quanto gostei de Antes que eu vá. Tinha depositado muitas expectativas com relação a história, pois sabia que se tratava de uma distopia sobre os perigos do amor para a sociedade e fiquei muito curiosa para conferir como os personagens iriam lidar com a falta de um sentimento tão inerente a condição humana. A narrativa da Lauren é bem poética e envolvente, mas achei a leitura cansativa nas 100 primeiras páginas do livro.
Delírio conta a história de Magdalena 'Lena' Halloway, uma adolescente meiga e doce que estava prestes a passar por uma intervenção cirúrgica para ficar imune aos perigos do amor - Delíria Nervosa. Através do Shhh (Suma de Hábitos, Higiene e Harmonia), foi listado uma série de sintomas da "doença", além da importância da intervenção para o bem-estar da população americana. Para o governo, o Delíria afetava a mente, impedia as pessoas de pensar com clareza e tomar decisões racionais, levando-os a mais completa loucura.
A mãe dela foi uma das vítimas do Delíria e por pouco a sua irmã também não teve um fim trágico e levava uma vida normal, apesar da atitude de distanciamento e indiferença no trato com as pessoas. Lena morava com a tia Carol, o marido e suas duas netas, todos eles sempre falavam sobre os benefícios da cura para a melhoria da qualidade de vida dos moradores de Portland. Ela, a princípio, realmente contava os dias para completar dezoito anos e passar assim pela intervenção e quem sabe não chegaria a ser infectada pelo Delíria, mas sua amiga Hanna, ao contrário, não conseguia refrear seus anseios em buscar novas sensações e experimentar coisas novas. Desta forma, a curiosidade as levou a sair do perímetro urbano e conferiram a animação dos jovens em uma festa agitada e com muita música. Se os Reguladores vissem os meninos e as meninas tão próximos conversando, dançando e se divertindo, certamente os levariam presos e seriam acusados de perturbar a ordem pública. Lena e Hanna tinham visões bem diferentes a respeito da sociedade em que viviam, a primeira parecia conformada e satisfeita com um sistema tão rígido imposto pelo governo, já a outra, ao contrário, queria ter mais liberdade de escolha e mostrava descontentamento por ver que seu destino já foi traçado à sua revelia, pois logo seria emparelhada com um rapaz que seria escolhido para ser seu companheiro pelo resto de sua vida. Ambas entraram em conflito e percebi que a amizade ficou enfraquecida ao longo da história.
Quando os caminhos de Lena se cruzaram com os de Alex, ficou cada vez mais difícil aceitar que não poderia levar adiante seus sentimentos por ele e parecia que o dia da intervenção estava se aproximando cada vez rápido. Logo, ela começou a se dar conta de que estava desenvolvendo os sintomas do Delíria: batimentos cardíacos acelerados, ansiedade, dificuldade de concentração, insônia, entre outros. Alex lhe mostrou uma nova perspectiva sobre o amor, além do seu desejo em mudar a ordem estabelecida. O leitor passa a acompanhar a evolução desse convívio proibido e Lena aos poucos deixa de ser submissa e resistente à mudanças. Entretanto, como os dois conseguiriam enfrentar os obstáculos para viver esse grande amor? Só lendo o livro mesmo para descobrir!! rs
Durante a leitura de Delírio, não pude deixar de associá-lo a outro livro distópico que eu li anteriormente: Destino.  Existia o toque de recolher para manter a ordem e a segurança que deveria ser seguido à risca, havia um critério pré-estabelecido na escolha dos casais, após a intervenção e que tirava o direito de escolha do indivíduo. O livro tem uma premissa interessante em relação a abordagem do amor visto como uma doença e que poderia levar as pessoas a cometerem loucuras, sem falar no sofrimento causado por um coração partido, por exemplo. Entretanto, eu notei muitas semelhanças em relação a alguns livros recentes de Distopia para o jovem adulto e como eu disse no Twitter: Estou começando a achar que os livros distópicos estão convergendo para uma mesma fórmula, exatamente como ocorreu com livros Sobrenaturais. Esse, por si só já se caracteriza como um fator negativo e queria ler livros de distopia onde os personagens arregacem as mangas para mudar o estado atual das coisas e passem a pensar mais no coletivo, sabe? Acho que está mais do que na hora de começar a ler os clássicos do gênero como 1984, Laranja Mecânica, Admirável Mundo Novo, Fahrenheit 451, entre tantos outros que algumas blogueiras gentilmente me indicaram. Eu só assisti Laranja Mecânica, um filme realmente complexo e que mexe com nossas emoções, mas será imprescindível ler esse livro algum dia.
Eu particularmente gosto do estilo de escrita da autora, mas achei que ela foi bem mais poética e profunda no livro Antes que eu vá em relação a Delírio. Foi a impressão que me passou desde o início da leitura. A personagem Lena teve uma postura de alheamento e passividade no início, mas aos poucos passou a ter atitudes que foram desaprovadas pela sua família e isso me agradou, mas na minha opinião a melhor amiga dela "roubou" a cena a todo o momento. Pena que a protagonista não soube dar o devido valor a amizade e confiança que Hanna sempre fez questão de preservar...
O final foi corrido, eu particularmente tive a sensação de que o mesmo não fez jus a evolução em si da história e ficou muitas pontas soltas, mesmo para um livro de estreia da trilogia. É esperar para ver qual será o rumo dos acontecimentos em Pandemônio.
Não sei ainda se pretendo acompanhar os demais livros da série, mas tenho esperanças sinceramente de que a continuação supere as minhas expectativas. 
Espero que tenham gostado da resenha e fiquem à vontade para comentar e expressar a opinião de vocês a respeito do livro!!






Até à Próxima!!

   

terça-feira, 1 de maio de 2012

postheadericon Resenha: Jogos Vorazes por Suzanne Collins


Jogos Vorazes
Suzanne Collins


Editora: Rocco 
ISBN: 9788579800245
Categoria: YA
Edição: 1ª Ed. 2010
Número de páginas: 397


Sinopse: Após o fim da América do Norte, uma nova nação chamada Panem surge. Formada por doze distritos, é comandada com mão de ferro pela Capital. Uma das formas com que demonstram seu poder sobre o resto do carente país é com Jogos Vorazes, uma competição anual transmitida ao vivo pela televisão, em que um garoto e uma garota de doze a dezoito anos de cada distrito são selecionados e obrigados a lutar até a morte! Para evitar que sua irmã seja a mais nova vítima do programa, Katniss se oferece para participar em seu lugar. Vinda do empobrecido distrito 12, ela sabe como sobreviver em um ambiente hostil. Peeta, um garoto que ajudou sua família no passado, também foi selecionado. Caso vença, terá fama e fortuna. Se perder, morre. Mas para ganhar a competição, será preciso muito mais do que habilidade. Até onde Katniss estará disposta a ir para ser vitoriosa nos Jogos Vorazes?


A ideia me deixa um pouco paralisada. Um Peeta Mellark gentil é muito mais perigoso para mim do que o contrário. Pessoas gentis conseguem se instalar dentro de mim e criar raízes. E não posso permitir que Peeta faça isso. Não posso deixar que ele chegue lá. Pág. 56
>>ESTA RESENHA PODE CONTER SPOILERS<< 

Olá, caros leitores!! Esta será uma das resenhas mais difíceis que vou fazer, isso porque se trata de um livro idolatrado por dez entre dez leitores e nós sabemos que livros assim geram discussões acaloradas nas redes sociais. Um exemplo disso foram as resenhas que eu vi no Skoob, onde leitores que não gostaram tanto assim tiveram que lidar com comentários grosseiros de fãs. Lamentável. Mas, isso seria tema para um outro post, então vamos ao que interessa rs.


Jogos Vorazes conta a história de Katniss Everdeen, uma garota forte e destemida que vivia na Costura juntamente com a mãe e irmã, o bairro mais empobrecido do Distrito 12. O distrito faz parte da Panem, nação que surgiu após o fim da América do Norte e que engloba mais onze distritos, cada um deles garantindo sua subsistência de alguma forma e sempre regulados de perto pela Capital. Por exemplo, o Distrito 12 vivia basicamente pela mineração, extraindo o carvão para abastecer a Capital e consequentemente garantindo assim o seu sustento. Já o Distrito 11 vivia da agricultura, embora fosse mais um distrito pobre contrastando com a opulência e riqueza de distritos próximos da Capital. 


Os Jogos Vorazes foram criados com o intuito de entreter a população, tratava-se de uma competição anual transmitida ao vivo pela televisão, onde dois jovens com idades entre doze e dezoito anos, menino e menina, eram sorteados e compulsoriamente jogados em uma arena para lutarem entre si até a morte. Na septuagésima quarta edição, o nome de Prim, a irmã de Katniss, foi sorteado para a tristeza de todos os presentes. Entretanto, Kat obviamente teve que se oferecer no lugar dela como tributo e viu que seu companheiro de distrito seria o filho do padeiro, Peeta Mellark. Ambos nunca se falaram direito, mas houve um acontecimento no passado que a fez lembrar o quanto tinha uma dívida de gratidão. Além disso, Katniss caçava com seu melhor amigo Gale e vendia para os comerciantes em troca de tésseras, por isso ela já conhecia o pai dele, que costumava sempre comprar leite da cabra de Prim. A ligação entre Gale e Kat era muito forte, principalmente pelo fato do pai de ambos terem sido mortos nas minas. Assim, o sentimento de repúdio em relação ao sistema aumentou e isso fez com que pensassem numa forma de fugir da opressão e injustiça de Panem, embora não soubessem como isso seria possível. Entretanto, com a participação de Katniss nos jogos, esse plano teria que ser abortado e retomado possivelmente nos próximos volumes.


Katniss e Peeta foram à Capital e assim deram início aos treinamentos, tendo como mentores Haymitch e Effie Trinket, que seriam os responsáveis pelos conselhos e demais informações concernentes a competição em si, isso sem falar que ambos ainda atuariam como relações públicas nos eventos na Capital. Não posso deixar de citar também a importância de personagens como Cinna e Portia para que o Distrito 12 conquistasse o público durante os jogos. Era crucial que Katniss e Peeta atraíssem patrocinadores, que estivessem dispostos a bancá-los durante os jogos. A imagem construída de casal desafortunado propiciou e muito que ambos conquistassem audiência e certa vantagem em relação aos outros tributos. Tudo muito conveniente, a meu ver.


Quando os jogos começam, todos fizeram o possível para garantir a sobrevivência num ambiente hostil e repleto de armadilhas implantadas pelos Idealizadores dos Jogos. Todos eram inimigos e não bastava a força para se impor na arena, era preciso bem mais do que isso, como por exemplo, astúcia e inteligência. O fato de Katniss ter enfrentado muitas dificuldades para obter comida através da caça e por ter passado fome inúmeras vezes, lhe trouxe a sensação de que não seria tão difícil assim passar pelos jogos. O problema era lidar com o fato de que precisaria usar armas para se defender e isso implicaria tirar a vida de um deles, necessariamente. Ela era excelente com o arco e flecha, portanto esse foi o instrumento principal para lidar com os oponentes na arena. Mas, como ela conseguiria chegar a final sabendo que teria que enfrentar Peeta de uma forma ou de outra? Até onde iria para sair vitoriosa nos Jogos Vorazes? Só lendo mesmo para descobrir rs.


Agora sim, posso dizer a minha opinião a respeito deste livro. Eu particularmente acho que ele cumpriu bem com a sua proposta de entreter e mostrar uma sociedade distópica. A autora soube instigar tão bem o leitor, que fica impossível desgrudar de suas quase 400 páginas. 


O livro é dividido em três partes e narrado no tempo presente sob o ponto de vista da protagonista. É nesse ponto que me incomodou um pouco, pois não consegui me simpatizar com Katniss e tampouco torci pelo casal durante os jogos. Isso porque a meu ver, ficou forçado essa imagem de casal apaixonado lutando entre si até a morte. Não que eu estivesse duvidando dos sentimentos de Peeta em relação a Kat, mas sim porque em nenhum momento ela demonstrou sentir  o mesmo por ele. Primeiramente ela só pensava em traçar planos para eliminá-lo da arena e posteriormente, teve outro posicionamento e imaginou o que o público de casa iria pensar se não fosse mais amorosa com ele. Eu diria que ela utilizou a estratégia que o pessoal do BBB costuma fazer: Pensar só no jogo, única e exclusivamente. 


Eu fiquei mesmo pensando que tirando o lance de matar o oponente, a coisa toda me pareceu com o que era proposto no programa No Limite. Welcome to the jungle! Sério, gente. Que os fãs de JV me perdoem, mas não achei o título apropriado, apenas se levarmos em consideração de que os tributos estavam vorazes mesmo, mas apenas por água e comida. lol


A forma como alguns tributos perderam a vida na arena me parecem totalmente toscas e fiquei frustrada por não ter visto um embate corpo a corpo digamos assim, o que poderia ter sido melhor explorado caso o livro tivesse sido narrado em terceira pessoa. Houve confronto direto sim, mas passou despercebido porque a nossa querida Katniss não estava lá para ver e tampouco parecia disposta a participar. Ela foi beneficiada pelas mudanças despropositadas das regras nos jogos, e que a meu ver só serviram para ludibriar o leitor. Uma coisa é mudar a regra no final, o que teria sido mais justo, outra totalmente diferente é mudar convenientemente no ápice do confronto. Essa é a minha opinião e sei que muitos irão discordar, mas é por isso mesmo que gosto de saber que há diversos pontos de vista a respeito do mesmo livro. 


Eu gostei dos oponentes do casal 20, como Rue, Trash, Cara de Raposa e Cato. Uma pena não ter tido a oportunidade de saber como cada um deles enfrentou os obstáculos e souberam se virar com as adversidades e escassez de água e comida. Mas, o livro é ótimo e recomendo a leitura para todos. É um livro bem escrito, a história é mesmo empolgante e de tirar o fôlego, a história flui super rápido e vale a pena acompanhar a série, mas espero que os próximos volumes sejam melhores. 
Espero que tenham gostado da resenha e fiquem à vontade para comentar e expressar a opinião de vocês a respeito do livro!! 


OBS: Só clique em Leia mais, caso já tenha lido o livro, pois contém spoilers!!
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