Mikhail foi subindo os beijos pelo corpo dela até encontrar a boca, beijando-a sem parar, beijos longos e hipnotizantes que tiraram cada um dos pensamentos assustadores da cabeça de Raven. Quando ele finalmente levantou a cabeça, os olhos escuros buscaram o rosto dela, notando a pele vermelha, o olhar levemente vidrado de satisfação. pág. 296.
Olá, caros leitores!! Com uma semana de atraso, vou postar a resenha de Príncipe Sombrio já que a leitura dele não fluiu nada por vários motivos que serão expostos ao longo da minha análise. Só posso dizer que a editora Universo dos Livros precisa reeditar este livro com urgência, devido aos inúmeros erros de revisão e possível tradução que dificultaram muito o processo, que nem sei como consegui levar adiante a leitura sem que meu tico e teco entrasse em parafuso.
Príncipe Sombrio, 1º volume da série Cárpatos, conta a história de Raven Whitney, uma mulher que possuía um dom telepático que a ajudava a capturar serial-killers, mas que sentia um sentimento de profunda solidão que tornava a sua existência vazia e sem cor. Até que um belo dia, o seu caminho se cruza com o misterioso e fascinante Mikhail Dubrinsksy, o Príncipe dos Cárpatos e líder de uma espécie em extinção. Ele precisava encontrar uma companheira que pudesse dar esperança ao seu povo e assim tirá-lo do abismo.
O elo entre eles era forte e Mikhail tinha plena convicção de que seus dias de solidão estariam contados, por isso ele faria até o impossível para construir um futuro juntos para proporcionar a continuidade da sua espécie. Os demais cárpatos não conseguiram procriar, as poucas mulheres perderam seus bebês no parto e tinham sido vítimas de perseguição ao longos dos séculos. Os machos tinham o instinto da caça, isso lhes dava poder e a tentação de buscar isso cada vez mais, que só era refreada pela presença de uma parceira, que os levasse para a luz eterna e os impedisse de se tornarem mortos-vivos.
A convivência entre os Cárpatos e humanos só era possível, pois os primeiros adotaram os costumes dos mortais como forma de não atraírem suspeitas, mas não conseguiriam passar despercebidos por muito tempo, pois haviam pessoas dispostas a exterminá-los, por imaginar que eles representavam perigo para a comunidade.
Será que Mikhail conseguiria fazer de Raven a sua companheira sem colocar em risco a sua vida? Houve tentativas anteriores de conversão de mulheres humanas, mas sem sucesso, o que lhes custou a sanidade, e um erro sequer poderia trazer a escuridão eterna para o seu povo. Como Jacques, Gregori, Aidan, Byron e Mikhail destruiriam a força maligna e traiçoeira que parecia conhecer suas fraquezas? Só lendo mesmo para descobrir rs.
O livro é cansativo e repetitivo, mas a leitura só fluiu mesmo após metade da história e foi impossível não notar os erros de revisão e tradução, parece que a editora estava com pressa de lançá-lo e não foi metódica no processo de edição em si. Espero que eles reeditem com urgência, antes de lançarem o próximo volume e até pretendo continuar a acompanhar a série, pois um dos personagens deu sentido ao livro e sei que ele será importante posteriormente. Gregori, amigo leal e braço direito de Mikhail, é muito poderoso e sua ajuda foi determinante nos vários momentos em que o Príncipe e Raven corriam perigo. Ele é um cárpato durão e todos o chamam de 'sombrio', mas sei que quando ele encontrar uma companheira vai conseguir dar um novo sentido a sua vida que será preenchida com um novo vigor, pois ele merece. Aliás, os personagens secundários proporcionaram que eu estivesse aqui escrevendo essa resenha hoje, ao invés de ter simplesmente abandonado a leitura do livro... (olhem que o esforço para não jogá-lo contra a parede foi imenso, viu?)
Não me convenceu o fato de saber que a versão brasileira é uma especial de 1999, onde acrescentaram mais 100 páginas, e acho sim que a editora pisou na bola ao não passar um 'pente fino' nesta edição antes de lançar o livro no mercado. Faltou comprometimento com a qualidade e isso certamente contribuiu para a decepção de alguns leitores que tiveram a oportunidade de ler e notar os deslizes inúmeros nesta edição de Príncipe Sombrio.
Não posso deixar de mencionar os fatos que mais me irritaram na história, como por exemplo a postura excessivamente frágil da protagonista diante do perigo, sem contar na sua falta de compreensão sobre a sua real condição sob vários aspectos. A ação, propriamente dita só aconteceu após as 300 páginas, antes disso os nossos pombinhos só pensavam 'naquilo' e a coisa mais difícil era ver os dois desgrudados entre quatro paredes. Nada contra, mas discorrer sobre isso o tempo todo torna a leitura cansativa e sem propósito e o elemento central da história ficou em segundo plano.
Enfim, se prefere um livro sobrenatural que tem potencial nos próximos volumes e que poderá ser reeditado a qualquer momento, então sugiro aguardar mais um pouco antes de adquirir Príncipe Sombrio.
Espero que tenham gostado da resenha e fiquem à vontade para comentar e expressar a opinião de vocês a respeito do livro!!